quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

L7 - Bricks Are Heavy


1. Wargasm
2. Scrap
3. Pretend We're Dead
4. Diet Pill
5. Everglade
6. Slide
7. One More Thing
8. Mr. Integrity
9. Monster
10. Shitlist
11. This Ain't Pleasure

Quando o grunge parecia irremediavelmente dominado por machos atormentados de Seattle, um quarteto de garotas da Califórnia jogou tempero na mistura. Gravado por Butch Vig, mesmo produtor de "Nevermind", "Bricks are heavy" era sujo como um disco grunge tinha que ser, mas trazia ironia, engajamento e diversão em doses inéditas entre as 40 mais tocadas nas rádios de então.
Em "Wargasm", Donita Sparks canta contra a guerra no Iraque (a daquela época) bradando "The Pentagon knows how to turn us on" ("O Pentágono sabe nos deixar com tesão"). "Everglade" é um típico hino riot grrrl com espírito hot-rod e levada grunge. O eterno hit "Pretend we're dead" usa o refrão irresistível para tentar virar o jogo da apatia juvenil dos anos 1990.
Defensoras do aborto, banidas da coalizão cristã, nenhuma banda feminina apavorou tanto quanto esta, e nenhum disco de garotas punk chegou tão longe quanto este.

The Hives - The Black And White Album


01. "Tick Tick Boom"
02. "Try It Again"
03. "You Got It All... Wrong"
04. "Well All Right!"
05. "Hey Little World"
06. "A Stroll Through Hive Manor Corridors"
07. "Won't Be Long"
08. "T.H.E.H.I.V.E.S."
09. "Return the Favour"
10. "Giddy Up!"
11. "Square One Here I Come"
12. "You Dress Up for Armageddon"
13. "Puppet on a String"
14. "Bigger Hole to Fill"

O Hives é uma banda sueca que começou por volta de 1993. Um dia, trocando de canal na TV, procurando desesperadamente por algo que me tirasse do tédio, encontro esses caras tocando em um show em NY. Não consegui parar de ver os caras tocando as músicas do seu, na época, mais novo álbum: The Black And White Album. Os Caras têm uma presença de palco que impressiona, um vocal raivoso/pop/simpático, guitarras que alternam entre o pop e o Punk, e uma pegada rápida e dançante. Eles passam do Punk Rock ao Pop Dançante mantendo o alto astral e o sentimento de liberdade, esse é o melhor modo de definir os Hives: Sensação de liberdade! Eleita em 2008 como a melhor performance em palco, esses caras te deixam elétrico. Indico: Tick Tick Boom, You Got It All... Wrong (melhor pra mim), Return The Favour, Won't Be Lon e Puppet on a String (estranha, mas legal). Dancem ao som dos Hives.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Mudhoney - Superfuzz Bigmuff Early Singles


01. Touch Me I'm Sick
02. Sweet Young Thing (Ain't Sweet No More)
03. Hate The Police
04. Burn It Clean
05. You Got It (Keep It Outta My Face)
06. Halloween
07. No One Has
08. If I Think
09. In 'N' Out Of Grace
10. Need
11. Chain That Door
12. Mudride

Formado por Mark Arm (vocal e guitarra), Steve Turner (guitarra), Guy Maddison (baixo) e Dan Peters (bateria), o Mudhoney é uma das mais importantes bandas da cena grunge de Seattle. Apesar disso jamais se tornou tão conhecida quanto suas similares como Pearl Jam, Nirvana ou Soundgarden. O que não tira o mérito dos caras que se não tem tanto nome quanto as outras já citadas bandas, é por simples opção de não se expor. Mesmo sendo uma banda pouco explorada, há ecos de sua influência por grande parte do rock da década de 90, afinal estou falando de uma das primeiras bandas grunge da história. Este Superfuzz Bigmuff dá uma bela amostra da potência da banda. Mark Arm nos agracia com uma feroz massa sonora movida a gritaria, muita gritaria, e completada por um sensacional repertório de riffs cujo principal componente é o barulho!! Em cada faixa sentimos Steve Turner acionar sua pedaleira em prol de composições que remetem aos Stooges e que poderiam muito bem estar em Bleach, do Nirvana. O próprio nome do disco é um convite, pois é o nome do pedal utilizado pelos caras! Ao ouvir faixas como Touch Me I'm Sick, Sweet Young Thing Ain't Sweet No More e You Got It, parece que o ouvinte é jogado no meio de um turbilhão de sensações alucinantes que somente tal arsenal de ruídos poderia nos trazer (sons que refletem mesmo anos à frente, com bandas do nível do At The Drive-in)! Outra música excelente é o cover da banda punk texana The Dicks, a nervosa Hate The Police, na qual Mark Arm grita chamando sua mãe, reportando um abuso policial. Bases infernais, gritaria e um pouco de psicodelia... é Mudhoney, maluco!!!

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Soundgarden - Superunknown


1. "Let Me Drown"
2. "My Wave"
3. "Fell on Black Days"
4. "Mailman"
5. "Superunknown"
6. "Head Down"
7. "Black Hole Sun"
8. "Spoonman"
9. "Limo Wreck"
10. "The Day I Tried to Live"
11. "Kickstand"
12. "Fresh Tendrils"
13. "4th of July"
14. "Half"
15. "Like Suicide"

Diz Chris Cornell que aprendeu a compor de verdade apenas nesse álbum da banda grunge, de Seattle pra variar, Soundgarden. A obra-prima da banda, Supeunknown (1994), alcançou expressivos 3,6 milhões de cópias vendidas, um feito incomum para a banda, já acostumada a ser considerada inferior ao Nirvana e ao Alice In Chains. Escute "Black Hole Sun", "The Day I Tried to Live", "Kickstand", "My Wave", "Fell on Black Days", nessa ordem de qualidade. Um álbum único para ser apreciado por aqueles que amam o Rock n' Roll sujo, rasgado e pesado das bandas Grunge.

Los Hermanos - Ao Vivo Na Fundição Progresso


1. Dois Barcos (4:51)
2. Primeiro Andar (4:22)
3. Além do que Se Vê (3:54)
4. Retrato Pra Iaiá (3:46)
5. O Vento (3:41)
6. O Vencedor (3:21)
7. Último Romance (4:22)
8. A Outra (4:04)
9. O Velho e o Moço (4:04)
10. Sentimental (5:23)
11. Cara Estranho (3:15)
12. A Flor (3:26)
13. Anna Júlia (3:46)
14. Todo Carnaval Tem seu Fim (4:46)

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domingo, 24 de agosto de 2008

Paralamas e Titãs - Juntos e Ao Vivo



Titãs e Paralamas são duas bandas que há muito tempo figuram no Hall das bandas a serem respeitadas no Brasil. Desde os anos 80, década em que grande parte das melhores bandas do rock nacional surgiu, esses malucos vêm lançando material novo, que quase sempre são discos acima da média.
Amigos de longa data, as duas bandas se reuniram para fazer uma turnê juntas, coroando o trabalho com um CD ao vivo. O disco foi gravado no Rio de Janeiro com as participações especiais de Andreas Kisser (Selvagem / Polícia), Arnaldo Antunes (Comida / Lugar Nenhum) e Samuel Rosa (O Beco), que no final de sua música completa: “Obrigado pela oportunidade de tocar com os meus heróis.” Na maioria das músicas Titãs e Paralamas relembram seus clássicos, sejam antigos como “Meu Erro” e “Sonífera Ilha” ou recentes como “A Melhor Banda de Todos Os tempos Da Última Semana” e “O Calibre”. Em uma banda com dois bateristas, uns 3 guitarristas, uns 2 baixistas e pelo menos uns 4 vocalistas, é fundamental a sincronia, que com músicos desse naipe, não falta.
Iniciando a pancadaria em grande estilo “Diversão” e “O Calibre” te dão a noção do que vai ser esse show. “Marvin” – que soa estranho sem Nando Reis – mantém o nível. A melhor música do disco é “Selvagem / Polícia” que exteriora todo sentimento “anti-sistema” das bandas. Destacam-se também “Uma Brasileira”, “Óculos”, “ Comida”, “Lugar Nenhum”, “Go Back”, o clássico “Meu Erro” e “Flores”.
Disco essencial para quem curte rock nacional de alto nível.


segunda-feira, 14 de julho de 2008

The Killers - Sam's Town


1."Sam's Town"

2."Enterlude"

3."When You Were Young"

4."Bling (Confession of a King)"

5."For Reasons Unknown"

6."Read My Mind"

7."Uncle Jonny"

8."Bones"

9."My List"

10."This River Is Wild"

11."Why Do I Keep Counting?"

12."Exitlude"

Já faz um tempo que o Rock perdeu a condição de “estilo musical que melhor traduz um clima de festa”. Outros estilos como o Hip-Hop e a Dance Music ganharam espaço nesta concepção e, assim, a atmosfera introspectiva foi a solução encontrada por roqueiros de algumas bandas. Dentre estas, o grupo liderado por Brandon Flowers obteve desde o início de sua trajetória, lugar de destaque.

“Sam’s Town” traz a banda novamente embarcando nesta viagem, ou seja, Rock Dance (ou Dance Rock se você preferir) cheio de questionamentos existenciais do cotidiano, do jeito que seu público gosta. Um aviso prévio aos apressados que a esta altura já devem estar acusando a banda de repetitiva: cuidado!

O álbum apresenta também alguns riscos assumidos pelo grupo, que tenta expandir seus horizontes musicais experimentando novos caminhos, novas sonoridades. O maior exemplo? A adoração momentânea a Bruce Springsteen. O estilo do norte-americanos de New Jersey é presença constante neste álbum: letras narrativas e guitarras cruas.

Destaques para a faixa de abertura e que dá nome ao trabalho, “Sam’s Town”, o ‘single’ “When You Were Young”, faixa cheia de sintetizadores bacanas, e para “Uncle Johnny” e “The River Is Wild”, faixas que são as mais nitidamente influenciadas por Springsteen.

Em “Sam’s Town”, Brandon Flowers e cia. conseguem ao mesmo tempo manter a consagrada fórmula e flertar com novas sonoridades em busca de algo novo para a banda.

Sam's Town - Download



domingo, 4 de maio de 2008

The Raconteurs - Broken Boy Soldiers


1. Steady As She Goes
2. Hands
3. Broken Boy Soldier
4. Intimite Secretary
5. Together
6. Level
7. Store Bought Bones
8. Yellow Sun
9. Call It a Day
10. Blue Veins

Imagine os seus vizinhos barulhentos, sim, aqueles mesmos que ensaiam na garagem, e pense neles como estrelas do rock. É basicamente isso que você vai ouvir em Broken Boy Soldiers: quatro garotos que rimam letras adolescentes, ainda inspiradas em garotas e na simplicidade da vida na escola (eles ainda não chegaram na complexidade da dor de corno).

Uma bateria forte e rebelde de Patrick Keeler e vocais inspirados de Jack White. Guitarras e Baixos? Sim, são bons, com o espírito romântico, mas ainda condizentes com uma banda que acabou de sair da adolescência e sua expectativa de experimentar agora as emoções da vida além do bairro, do computador e do videogame.

The Racounteus, "os narradores" em francês, contam em Broken Boy Soldiers suas histórias de vida em formato de um disco de rock'n'roll.

Link - Broken Boy Soldiers
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domingo, 20 de abril de 2008

Dead Fish - Sonho Médio


1. Escapando
2. Sobre a Violência
3. Modificar
4. Paz Verde
5. Mulheres Negras
6. Sonho Médio
7. Por Paz
8. Fragmento
9. Hoje
10. Cidadão Padrão
11. Sua Bandeira
12. Canção para Amigos
13. Damu´ Lie
14. Lost Soul

Tudo começou com um grupo de amigos que andava de Skate em Vitória, Espírito Santo. Mesmo sem saber tocar instrumento algum, resolveram criar uma banda e tocar músicas para andar de skate, principalmente hardcore.

Depois de sua fase underground, o Dead Fish, conseguiu seu contrato com uma gravadora, e lançou o cd “Sirva-se”, relançado posteriormente pela DeckDisc. Em 1999, o cd “Sonho Médio” veio para mostrar de vez o que os rapazes eram e o que eles são no cenário musical brasileiro. Com críticas a sociedade, a política e com o som pesado do hardcore, “Sonho Médio” deve ser ouvido no volume máximo, desde sua primeira música Escapando, até a última Lost Soul.

Link - Sonho Médio

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Matanza - A Arte Do Insulto


1. A Arte do Insulto
2. Clube dos Canalhas
3. O Chamado do Bar
4. Sabendo que Eu Posso Morrer
5. Quem Perde Sai
6. Meio Psicopata
7. Eu Não Gosto de Ninguém
8. O Caminho da Escada e da Corda
9. Ressaca sem Fim
10. Tempo Ruim
11. Quem Leva a Sério o Quê?
12. Whisky para um Condenado
13. Estamos Todos Bêbados


O Matanza é uma banda carioca, que conseguiu misturar o Heavy Metal/Punk Rock com country, bluegrass e música irlandesa. A banda possui um som diferenciado e único. O último trabalho de inéditas do grupo foi lançado em 2006, e chama-se "A Arte Do Insulto".

Iniciando a bolacha já em altíssima velocidade com a faixa-título, uma ode sem papas na língua aos bebuns mais chatos do boteco, o Matanza continua sem concessões em seu som - um hardcore de caminhoneiro, poderoso e mal-educado com levadas country (daquele tipo mais sombrio, a la Johnny Cash) e boas pitadas de irreverência e da violência de sons como Motörhead (cujo vocalista, Lemmy, leva uma vida que lembra e muito as letras do Matanza, aliás).

Prepare-se para ouvir, no volume máximo, os temas favoritos do grupo em canções devastadoras: a canalhice ("Clube dos Canalhas", que presta reverência ao pulador de cerca profissional), a autodestruição ("Sabendo Que Eu Posso Morrer"), a jogatina ("Quem Perde Sai"), a porradaria ("Meio Psicopata"), o modo de vida anti-social ("Eu Não Gosto de Ninguém"). E, é claro, a boa e velha bebedeira, homenageada em "Ressaca Sem Fim" (se você estiver com aquela dor-de-cabeça típica da ressaca, melhor pular esta faixa), "O Chamado do Bar" (com seu antológico refrão "Devo nada pra ninguém / Bebo se estiver afim / A minha vida é minha / E a sua que se foda") e a ótima "Whisky Para um Condenado". Tudo isso quase sem intervalos entre uma canção e outra. Respire se puder.

"A Arte do Insulto" ainda permite que o Matanza revisite o Velho Oeste e seus bandidos sujos e malvados, tão presentes nos anteriores "Santa Madre Cassino" e "Música Para Beber e Brigar", com "O Caminho da Escada e da Corda" - na qual dá para visualizar claramente um vilão sendo enforcado ao pôr do sol do Alabama - e com a balada de despedida "Tempo Ruim". E olha só, ainda tem espaço até para a reflexiva "Quem Leva a Sério o Quê?", que cabe tanto para os críticos da grande imprensa ("A verdade é que não há verdade / Tudo é porque não há não ser") quanto para os pentelhos de plantão que adoram levantar discussões inúteis nos fóruns internéticos ("Desconheço quem tenha razão / Acho perda de tempo qualquer discussão").

Para encerrar, o quarteto desacelera o tom e apela para a deliciosa "Estamos Todos Bêbados", uma inacreditável balada irlandesa (não por acaso, o povo mais beberrão do planeta) com bandolins e tudo mais, de refrão que não dá para ficar sem cantar junto. Definitivamente, não haveria canção melhor para fechar um CD como este. Insulto pouco é bobagem.

Se você acha que o rock nacional está perdido nas mãos da Pitty, dos Detonautas e do Charlie Brown Jr., estes quatro malucos do Rio de Janeiro podem ajudar a desandar o molho com a sua bem-vinda criatividade e autenticidade. No fim das contas, é rock nacional com culhões de verdade. Graças a Deus.


Link - A Arte Do Insulto

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