
11. "Kickstand"
14. "Half"




1."Sam's Town"
2."Enterlude"
3."When You Were Young"
4."Bling (Confession of a King)"
5."For Reasons Unknown"
6."Read My Mind"
7."Uncle Jonny"
8."Bones"
9."My List"
10."This River Is Wild"
11."Why Do I Keep Counting?"


Tudo começou com um grupo de amigos que andava de Skate em Vitória, Espírito Santo. Mesmo sem saber tocar instrumento algum, resolveram criar uma banda e tocar músicas para andar de skate, principalmente hardcore.
Depois de sua fase underground, o Dead Fish, conseguiu seu contrato com uma gravadora, e lançou o cd “Sirva-se”, relançado posteriormente pela DeckDisc. Em 1999, o cd “Sonho Médio” veio para mostrar de vez o que os rapazes eram e o que eles são no cenário musical brasileiro. Com críticas a sociedade, a política e com o som pesado do hardcore, “Sonho Médio” deve ser ouvido no volume máximo, desde sua primeira música Escapando, até a última Lost Soul.

Prepare-se para ouvir, no volume máximo, os temas favoritos do grupo em canções devastadoras: a canalhice ("Clube dos Canalhas", que presta reverência ao pulador de cerca profissional), a autodestruição ("Sabendo Que Eu Posso Morrer"), a jogatina ("Quem Perde Sai"), a porradaria ("Meio Psicopata"), o modo de vida anti-social ("Eu Não Gosto de Ninguém"). E, é claro, a boa e velha bebedeira, homenageada em "Ressaca Sem Fim" (se você estiver com aquela dor-de-cabeça típica da ressaca, melhor pular esta faixa), "O Chamado do Bar" (com seu antológico refrão "Devo nada pra ninguém / Bebo se estiver afim / A minha vida é minha / E a sua que se foda") e a ótima "Whisky Para um Condenado". Tudo isso quase sem intervalos entre uma canção e outra. Respire se puder.
"A Arte do Insulto" ainda permite que o Matanza revisite o Velho Oeste e seus bandidos sujos e malvados, tão presentes nos anteriores "Santa Madre Cassino" e "Música Para Beber e Brigar", com "O Caminho da Escada e da Corda" - na qual dá para visualizar claramente um vilão sendo enforcado ao pôr do sol do Alabama - e com a balada de despedida "Tempo Ruim". E olha só, ainda tem espaço até para a reflexiva "Quem Leva a Sério o Quê?", que cabe tanto para os críticos da grande imprensa ("A verdade é que não há verdade / Tudo é porque não há não ser") quanto para os pentelhos de plantão que adoram levantar discussões inúteis nos fóruns internéticos ("Desconheço quem tenha razão / Acho perda de tempo qualquer discussão").
Para encerrar, o quarteto desacelera o tom e apela para a deliciosa "Estamos Todos Bêbados", uma inacreditável balada irlandesa (não por acaso, o povo mais beberrão do planeta) com bandolins e tudo mais, de refrão que não dá para ficar sem cantar junto. Definitivamente, não haveria canção melhor para fechar um CD como este. Insulto pouco é bobagem.
Se você acha que o rock nacional está perdido nas mãos da Pitty, dos Detonautas e do Charlie Brown Jr., estes quatro malucos do Rio de Janeiro podem ajudar a desandar o molho com a sua bem-vinda criatividade e autenticidade. No fim das contas, é rock nacional com culhões de verdade. Graças a Deus.


O Devo foi uma das 11 atrações do Planeta Terra Festival, que acontece em São Paulo. O Devo, liderado vocalista Mark Mothersbaugh prometeu mostrar aos fãs brasileiros que sua música continua viva.
Além de Mark Mothersbaugh (sintetizadores e vocal), a banda conta com Bob Mothersbaugh (guitarra e vocal), Gerald Casale (baixo e vocais), Bob Casale (guitarra, teclados e vocais) e Josh Freese (bateria).
O Devo foi um dos principais nomes da new wave nos anos 80 e chegou ao topo das paradas com a música Whip It.
A banda também ficou conhecida por sua teoria da "De-evolution" (ou "desevolução"). Segundo ela, a raça humana havia chegado a seu auge, e estava caminhando de volta rumo à idade da pedra, por isso a simplicidade e os ritmos "quadrados" do som da banda.
O Devo é considerado uma grande influência para grupos como Nine Inch Nails, Soundgarden e Nirvana (que regravou Turnaround).